45% dos Etíopes se declaram Ortodoxos, 33% muçulmanos, e cerca de 18% evangélicos.
O maior inimigo do Evangelho na Etiópia, acreditem, não é o Islã, mas sim a Igreja Ortodoxa, que se apresenta como Cristã. Na foto ao lado, você pode ver o portão do templo no domingo de manhã. No centro de sua doutrina estão Maria e a salvação pelas obras. As pessoas são escravizadas pela necessidade de realizar boas ações para assegurar um caminho ao céu, bem como pelo medo de perder a salvação caso façam algo que não seja bom.
Precisávamos, então, pregar o evangelho da graça, que nos assegura a salvação através da obra de Cristo na cruz, e coloca Jesus como único intermediador entre o homem e Deus Pai. Orando para usarmos palavras que fossem palpáveis e de fácil entendimento para a cultura dos etíopes a quem estávamos pregando, recebemos as seguintes histórias.
1. Pense em uma mãe que tem dois filhos. O primeiro leva de presente a sua mãe uma pequena flor apenas para dizer o quanto ele a ama. O segundo filho leva um buquê de flores, mas pelo presente ele queria pedir ajuda para pagar as despesas de seus estudos que estavam prestes a começar. Qual das duas atitudes agrada mais a mãe? Certamente a aproximação desinteressada do primeiro filho.
2. A segunda história fala de um pai que trabalhou o ano inteiro para comprar um presente para um filho. Além de economizar durante esse período de tempo, teve que vender o bem mais precioso que tinha em sua casa para completar o valor. Quando finalmente compra e entrega com felicidade aquele caro presente, o seu filho se arruma e vai para rua sem dizer uma palavra. Quando volta no final do dia, coloca na mesa algumas moedas para agradecer e dizer ao seu pai que estava trabalhando para pagar o presente. O pai, então, lhe explica, que trabalhou o ano todo e ainda vendeu o bem mais caro que tinha em casa para comprar aquele presente, e, como criança, ele jamais conseguiria juntar o suficiente para lhe pagar, e diz: “pegue essas moedas, distribua entre teus irmãos e irmãs para falar do presente que eu lhe dei”.
Com essas duas histórias, fomos de casa em casa pregando o evangelho da graça, e explicando que a obra realizada na cruz foi feita para comprar o presente da salvação, e que Jesus foi o bem precioso que Deus entregou para pagar o preço total. Como pecadores, não importa quantas boas obras nós fazemos, jamais conseguiremos pagar pela nossa salvação. Ainda, pela cruz temos livre acesso ao Pai através de Cristo. Agora podemos ser o filho que leva uma pequena flor apenas para dizer o quanto o amamos, e Deus pode ser o Pai que a recebe sem ter que ouvir de nós pedidos que mostram outros interesses a não ser uma comunhão de amor com Ele.
Assim, a cruz é suficiente para nos levar a eternidade com Deus e nos dar o privilégio de realizarmos as boas obras por amor, testemunhando dessa tão bendita salvação que recebemos gratuitamente.